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Capsulite Adesiva ou Ombro Congelado

 

Paciente com dificuldade de (a) elevação,(b) rotação lateral e (c) medial.

Bloqueio do nervo supraescapular: esquema com visão (a) frontal e (b) superior e a visão (c) da aplicação clínica.

 

 

A capsulite adesiva, também chamada de ombro congelado, é um quadro clínico que se caracteriza por dor na região do ombro e limitação articular, ou seja, perda dos movimentos do braço, especialmente elevação anterior, o que dificulta fazermos atividades como pentear o cabelo, etc… Também estão comprometidos, em maior ou menor grau, a rotação lateral, o que dificulta, por exemplo, abrir uma porta, e a rotação medial, que dificulta coçar as costas.
Existem várias causas que podem provocar o aparecimento do ombro congelado, que geralmente acomete adultos na faixa do 40 aos 60 anos de idade. Uma das mais comuns é o diabetes, especialmente naquelas pessoas que tomam insulina regularmente. Outras causas podem ser atribuídas a problemas locais na articulação, como depósitos de cálcio, tendinites ou mesmo à degeneração da articulação. Pode aparecer como conseqüência de um tempo de imobilização muito prolongado, como tratamento de algumas fraturas na região do ombro. Esta doença também é relacionada com problemas fora da articulação, como pós-operatórios de cirurgias cardíacas ou de mama, ou mesmo tumores como o de pulmão. Cabe ao médico especialista determinar a causa básica para o aparecimento do ombro congelado, e de acordo com esta causa indicar o melhor tratamento para cada pessoa.

 

 

Algumas vezes, não raro, o ombro congelado aparece sem ter uma causa aparente, o que em termos médicos é chamado “idiopático”. Nestas pessoas, desde que descartadas as causas básicas, o tratamento deve, inicialmente, aliviar o componente doloroso, para depois se promover à volta gradual dos movimentos da articulação. Diferentes tratamentos foram e são indicados para o ombro congelado, alguns deles já praticamente não feitos mais, como a cirurgia aberta. Os tratamentos mais utilizados atualmente se baseiam na fisioterapia ou acupuntura, métodos considerados “não invasivos”, ou seja, não requerem anestesia, internação, etc., mas são métodos que levam à melhora lenta e gradual, o doente precisa ter paciência e saber que não vai melhorar de uma hora para outra. Temos utilizado em nosso grupo um tratamento baseado em bloqueios analgésicos (injeção de anestésico junto aos terminais nervosos da articulação) que tem levado a um alívio dos sintomas mais rápido, além de serem também feitos no consultório e com altos índices de bons resultados.

Como todos os tratamentos em medicina existe um índice de falha destes tratamentos não agressivos, ao redor de 10 a 15%. Para estas pessoas está indicada uma artroscopia, que permite se visualizar diretamente o interior da articulação e fazer a liberação das estruturas que estão retraídas, desta maneira restaurando o movimento da articulação. Por ser um procedimento cirúrgico, e que, portanto, acarreta em internação e anestesia, deve ser reservado para aquelas pessoas que não obtiveram alívio com o tratamento mais simples.

 
 
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