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Luxação Recidivante – Instabilidade do Ombro

 

                              

Peça anatômica – ombro – de cadáver mostrando a cápsula articular com o ligamento gleno-umeral inferior (o mais importante) (setas); Se = musc. subescapular; C = coracóide.

Imagem intra operatória mostrando a avulsão do “labrum” anterior (setas) – conhecido como lesão de Bankart.

A instabilidade do ombro é um assunto complexo e que envolve várias considerações. Inicialmente, devemos definir o que é instabilidade: geralmente acomete pessoas jovens, muitas vezes atletas que praticam esportes com os membros superiores, como tênis, natação ou baseball, por exemplo, e que sofrem episódios repetidos de luxação da articulação do ombro (note que por luxação queremos caracterizar um termo médico, a perda de contato entre os dois ossos da articulação, e não uma palavra muitas vezes usada como sinônimo de uma simples contusão, especialmente pela imprensa esportiva).


Na maioria das pessoas com instabilidade do ombro, ou seja, episódios repetidos de luxação desta articulação, o primeiro episódio é muito importante. Ele ocorre por um trauma na articulação bem definido, geralmente uma queda na prática esportiva onde, tentando proteger o rosto do contato com o solo, o braço é levado em uma posição forçada que provoca a saída da cabeça do úmero de sua articulação normal com a cavidade glenóide.


Esta primeira luxação leva, geralmente, à uma lesão do ligamento anterior da articulação, e esta lesão muitas vezes não cicatriza espontaneamente, o que irá provocar novos episódios de luxação.


Os episódios seguintes já não necessitam de um novo trauma importante, e com o passar do tempo e crescente número de episódios de luxação fica cada vez mais fácil o ombro sair do lugar, chegando a acontecer em situações da vida diária, como ao colocar um paletó ou mesmo dormindo.

Após o primeiro episódio, o tratamento é, claro, a redução articular (colocar o braço de volta no lugar) o mais rápido possível, o que muitas vezes precisa ser feita por um médico em um pronto socorro. Algumas vezes, o ombro pode não estar deslocado, e sim fraturado, e só com radiografias conseguimos diferenciar uma lesão da outra. Tentar colocar às cegas o ombro no lugar pode provocar complicações graves na articulação.

Após a redução a articulação deve ficar em repouso por 3 a 4 semanas, com uma tipóia, para permitir a cicatrização do ligamento lesado, o que muitas vezes não ocorre mesmo com um tratamento bem feito. Segue-se um período de reabilitação com reforço da musculatura profunda do ombro, o que auxilia na estabilidade, entretanto, a probabilidade de novas recidivas é muito alta. Atualmente há uma tendência a reparação artroscópica deste ligamento logo após o primeiro episódio de luxação, principalmente em pessoas ativas, devido aos altos índices de recidivas destas luxações.

Quando este tratamento por reabilitação não é eficaz, ou não se optou pelo tratamento artroscópico inicial da lesão e começam a ocorrer os novos episódios de luxação, cada vez mais fácil, o tratamento passa a ser cirúrgico, pois não é de se esperar que a instabilidade melhore após vários episódios, uma vez que fica evidente que o ligamento anterior não cicatrizou. A ressonância magnética do ombro, apesar de ser um exame sofisticado, mostra muito bem esta lesão do ligamento, e confirma o diagnóstico antes da cirurgia.


Ao longo do tempo muitas técnicas foram criadas para o tratamento da instabilidade do ombro, mas hoje sabemos que o melhor tratamento é a reconstrução deste ligamento sem alterar as outras estruturas do ombro, porque com isto iremos impedir novos episódios e não iremos provocar limitação da amplitude de movimentos da articulação, o que é muito importante, especialmente nos atletas. Desde a década de 70 esta cirurgia tem sido utilizada com excelentes resultados, mas nos últimos anos tem sido feita cada vez mais por artroscopia, uma técnica minimamente invasiva, com menores cicatrizes e com menos complicações.

Uma pergunta bastante comum feita para o especialista em ombro no consultório é sobre a necessidade da cirurgia, mesmo se a pessoa abandonar ou mudar o esporte que pratica. A resposta é sempre sim, e por bons motivos. Primeiro, porque os episódios são cada vez mais fáceis e comuns nas atividades da vida diária, e podem colocar a própria vida da pessoa em risco, pois podem ocorrer ao nadar no mar, por exemplo, ou ao se virar para dar marcha-à-ré no automóvel, provocando um acidente. Segundo, os episódios irão provocar lesões secundárias, especialmente um desgaste ósseo da articulação, e chega um ponto em que este desgaste provoca a destruição da articulação, a osteoartrose de tratamento muito mais difícil e com limitação dos movimentos e atividades da pessoa.

 
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